
Tendo em foco a abordagem do tema "Pluraridade cultural" com ênfase
na saúde bucal dos mais desfavoracidos da sociedade, achamos interressante
o trecho deste trabalho.
"(RE) pensando cenários promotores de saúde
bucal
(...)Houve em 2006, no 24º Congresso
Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP), o
Encontro Latino-Americano de Coordenadores Nacionais
de Saúde Bucal, cujo produto foi intitulado de Carta
de São Paulo sobre Saúde Bucal nas Américas. Este
documento destacou alguns temas relativos à saúde nas
Américas, dentre eles Sistemas de Saúde Bucal, Educação
Odontológica na América Latina e Desenvolvimento
da Rede Latino-Americana de Saúde Bucal. No que se
refere especificamente à formação de recursos humanos, o
documento clarifica que “a formação de recursos humanos
tem sido identificada como um dos principais problemas
para o desenvolvimento dos sistemas de saúde na América
Latina”(6). Dessa forma, para se atingir na práxis diária dos
serviços, ações promotoras de saúde bucal, a formação
acadêmica deve ser (re)pensada.
Evidencia-se, deste modo, que as instituições
formadoras, públicas ou privadas, devem investir em
diversificação de cenários formadores que extrapolem os
limites técnicos da excelência clínica, ponto nevrálgico da
formação odontológica atual(...).
(...)Para um aprofundamento do problema aqui abordado,
analise-se o Programa Nacional da Reorientação da
Formação Profissional em Saúde (PRO-SAÚDE) instituído
pela Portaria Interministerial 2.101/2005, que tem por
objetivos:
I - reorientar o processo de formação em Medicina,
Enfermagem e Odontologia de modo a oferecer
à sociedade, profissionais habilitados para
responder às necessidades da população brasileira
e à operacionalização do SUS;
II - estabelecer mecanismos de cooperação entre
os gestores do SUS e as escolas de medicina,
enfermagem e odontologia, visando à melhoria
da qualidade e resolubilidade da atenção prestada
ao cidadão e a integração da rede à formação dos
profissionais de saúde na graduação e na educação
permanente;
III - incorporar, no processo de formação da Medicina,
Enfermagem e Odontologia, abordagem integral
do processo saúde-doença e da promoção de
saúde; e
IV - ampliar a duração da prática educacional na rede
de serviços básicos de saúde (7).
(...)O Programa ainda contribui para a implementação
de novas diretrizes curriculares mais condizentes com o
modelo de atenção proposto pelo Sistema Único de Saúde
(SUS)(7).
(...)Por fim, tecer relações entre essas questões maiores e a
saúde bucal (parte integrante e indissociável da saúde geral)
é o que os dentistas devem mentalizar, para compreender
que a homeostasia do sistema estomatognático in situ só
pode ocorrer se houver primeiramente uma homeostasia
social, uma vez que as doenças bucais são, antes de tudo,
produtos de desordens sociais".
Fonte (texto):http://www.unifor.br/notitia/file/2153.pdf
Fonte (imagem): http://4.bp.blogspot.com/
Acesso: 27/09/2009
Para quem se interessar em ler o restante do artigo,
acesse a fonte acima citada.
Abraço.

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